quarta-feira, 26 de março de 2014

DICAS PARA PRÁTICA DE EXERCÍCIOS


10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Atividade Física

Conheça os benefícios da realização de exercícios no 10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Atividades Físicas. Lembrando que o sedentarismo é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis.

Confira, então, os 10 coisas que você precisa saber sobre atividade física:
  1. A prática de exercícios, de intensidade moderada, durante meia hora por dia é suficiente para que o cidadão deixe de ser sedentário. Estes trinta minutos podem ser contínuos ou divididos em três períodos de 10 minutos cada.
  2. Quando se fala em exercícios, o mais importante é que você pratique alguma atividade que se adapte ao seu estilo de vida e que seja do seu agrado. Caso contrário, são muitas as chances de interrupções.
  3. Pequenas modificações no hábito diário – como subir escadas, saltar do ônibus um ponto antes, passear com cachorro, varrer, cuidar do jardim, lavar o carro, etc. – podem ajudá-lo a movimentar mais e servir como um estímulo para o início de uma atividade física diária.
  4. Os efeitos benéficos da atividade física ocorrem para as pessoas que se exercitam com regularidade. Aqueles com IMC entre 25 e 30 (sobrepeso), nestas condições, podem ter um risco menor de desenvolver diabetes e outras doenças metabólicas do que os sedentários.
  5. De acordo com o United States Departament of Health and Human Services, é importante os adultos pratiquem duas horas de atividades anaeróbicas (musculação localizada), por semana, além dos 30 minutos de caminhada intensa por dia. Nos casos de pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade e pessoas com problemas no metabolismo ósseo, por exemplo, é preciso ter um cuidado especial na escolha dos exercícios a praticar. Nestes casos, é imprescindível o acompanhamento de um profissional.
  6. 1 minuto de atividade física intensa é compatível com 2 minutos de atividade moderada. Caminhada em ritmo acelerado, hidroginástica, passeio de bicicleta e jogo de tênis em dupla são alguns dos exemplos para atividade moderada. Já a corrida, a natação, o basquete e a corrida de bicicleta são consideradas intensas.
  7. Durante a prática de um exercício físico é possível que haja uma redução na taxa de glicose da pessoa. O indicado, principalmente para pessoas com diabetes, é que carreguem consigo algum tipo de carboidrato de rápida absorção.
  8. As atividades físicas melhoram a sensação de bem-estar, diminuem a ansiedade e a probabilidade de depressão, por liberarem a serotonina (hormônio conhecido como “molécula da felicidade”).
  9. Dentre os benefícios da prática de exercícios estão: a diminuição do apetite, a melhora do humor, a perda de gordura (emagrecimento), o enrijecimento dos músculos, a melhora da imunidade e o retardo do envelhecimento.
  10. Em uma recente pesquisa feita pelo Overseas Development Institute, na Grã Bretanha, mostrou que o número de adultos obesos cresceu quatro vezes nos últimos 30 anos, em países em desenvolvimento, ou seja, são mais de 1 bilhão de pessoas acima do peso.


Texto: Flavia Garcia
Fontes: Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Programa Agita Mundo e o Departamento de Saúde, Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabolica e Serviços Humanos dos Estados Unidos.


Fonte: site Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

quarta-feira, 12 de março de 2014

NOVOS TRATAMENTOS PARA OS DIABÉTICOS

Uma vida melhor para os diabéticos - Matéria ISTOÉ

Em matéria publicada na Revista ISTOÉ, Dr. Walter Minicucci, presidente da SBD, comenta sobre o otimismo que a medicina vive atualmente contra o diabetes.
Leia a matéria na íntegra.
Isso será possível graças às novidades que acabam de chegar ao Brasil - e às que estão por vir. Entre elas estão remédios que controlam a glicemia, emagrecem e ajudam a baixar a pressão arterial e uma insulina com efeito de até 40 horas.
Um robusto conjunto de novidades que começam a chegar ao Brasil irá mudar para muito melhor a vida dos 12 milhões de diabéticos do País. Entre elas estão remédios que controlam a doença, ajudam a perder peso e ainda contribuem para baixar a pressão arterial, a primeira insulina com ação de até 40 horas e aparelhos que permitem acompanhar a evolução da enfermidade com maior precisão. Somados aos outros avanços que estão por vir, esses recursos representam a maior virada até agora na luta contra a doença. “Estamos vivendo uma era de ouro em relação ao tratamento da diabetes”, afirma o endocrinologista Walter Minicucci, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. “E o panorama do futuro também é bastante promissor”, acredita.
A diabetes é uma doença crônica que se tornou um dos maiores problemas de saúde pública mundial. Caracterizada pelo excesso de glicose na corrente sanguínea, a enfermidade traz prejuízos terríveis quando não controlada. Está, por exemplo, diretamente associada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral, e figura como uma das principais causas de cegueira no mundo. Por isso, a urgência em se encontrar maneiras mais eficazes de combatê-la, antes que seja tarde demais.
Felizmente, algumas dessas estratégias começaram a desembarcar no País nas últimas semanas. Na segunda-feira 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou para comercialização no Brasil a primeira insulina com efeito de até 40 horas. Trata-se da Tresiba (degludeca), fabricada pelo laboratório Novo Nordisk. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose que está circulando no sangue. Quando há algum problema na sua fabricação ou no seu funcionamento, há o acúmulo de açúcar na corrente sanguínea que tanto estraga o organismo. Os portadores do tipo 1 da doença não conseguem fabricar insulina, já que as células que a produzem são destruídas pelo próprio corpo. Por essa razão, são obrigados a recorrer a uma solução externa: injeções diárias de insulina – às vezes mais de uma – para conseguir manter o nível adequado de glicose.
Até hoje, o tempo mais longo de efeito de uma insulina injetável era de 24 horas. Ou seja, o paciente não podia ficar mais de um dia sem reaplicar o remédio, sob risco de sofrer novamente com o excesso de açúcar no sangue. Com a Tresiba, ganha um tempo extra de janela, caso seja necessário. “Recomendamos que os pacientes tomem uma dose por dia, mas os benefícios da insulina se mantêm por até 40 horas”, explica a endocrinologista Mariana Narbot, gerente médica do Novo Nordisk no Brasil. Isso significa que o diabético terá maior flexibilidade para os intervalos entre as aplicações. Se tomou uma dose às dez da manhã de um dia, não precisará injetar a próxima dose impreterivelmente às dez da manhã do dia seguinte. “Ele ficará com uma melhor qualidade de vida”, diz Mariana.
Espera-se também para os próximos meses a entrada no mercado das duas primeiras medicações que atuam nos rins – o Forxiga, do Laboratório AstraZeneca, e o Invokana, da Jannsen. Os órgãos têm papel importante para o equilíbrio das taxas de glicose no sangue, ao permitirem a reabsorção de parte do açúcar por eles filtrada. A nova classe de drogas – de uso oral – impede justamente esse processo. O resultado é que o açúcar é eliminado pela urina, assim como o sódio. “Há uma queda importante na concentração de glicose”, explica o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade.
Na conta final, o paciente acaba com a glicemia controlada e ainda pode sofrer perda de peso e queda na pressão arterial. Em estudos realizados com o Forxiga, por exemplo, a média de perda de peso, após um ano de uso, foi de três a quatro quilos. E houve diminuição de cinco milímetros de mercúrio na pressão arterial sistólica (máxima). Por exemplo, um indivíduo cuja pressão era de 150 mmHg x 80 mmHg pode ter experimentado uma diminuição para 145 mmHg x 80 mmHg. “São vantagens importantíssimas em se tratando de diabéticos, já que a combinação da doença com obesidade e hipertensão arterial é algo perigoso, elevando brutalmente o risco para doenças cardiovasculares”, diz o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O efeito colateral mais importante observado foi infecção genital causada por fungos (a eliminação de muito açúcar pela urina muda a flora bacteriana da região, deixando a área mais propensa à ­proliferação desses micro-organismos). O Laboratório Pfizer também está desenvolvendo uma droga do gênero (ertugliflozin), sob análise em estudo clínico.
Essas medicações reforçam um arsenal já encorpado depois da chegada de remédios que atuam sobre as incretinas, hormônios produzidos pelo intestino e que desempenham papel importante para o equilíbrio dos níveis glicêmicos. “Eles são muito eficientes”, assegura a endocrinologista Maria Fernanda Barca, de São Paulo. A médica Sophia Caldas, 27 anos, faz uso do remédio e está conseguindo controlar a doença. “Também parei de comer pão, macarrão e doce. E meço a glicose todos os dias”, conta.
O monitoramento da doença será outro aspecto ainda mais facilitado.  Deve chegar nos próximos meses ao Brasil uma nova geração de monitores de glicemia. Fabricado pela Sanofi Diabetes em parceria com a Agamatrix, o IBGStar ™ é capaz, por exemplo, de medir as taxas de açúcar, enviar as informações para iPhone ou iPod Touch e  compartilhar os dados com médicos e familiares. O paciente pode criar uma espécie de diário digital da evolução do tratamento, armazenando informações sobre as oscilações nos níveis glicêmicos, entre outras.
Para aqueles que usam bombas de insulina (infundem o hormônio), a novidade é a chegada do sistema de infusão Paradigm VEO, da Medtronic. É o mais moderno do gênero. Seu diferencial é sua capacidade de interromper o fornecimento de insulina caso os níveis de açúcar no sangue atinjam patamares perigosamente baixos. Trata-se de uma medida de segurança, para evitar que o indivíduo continue a receber insulina mesmo quando não for necessário, correndo o risco de sofrer uma crise de hipoglicemia (falta de glicose na corrente sanguínea). O aparelho acabou de receber autorização da Anvisa para ser vendido no Brasil.
Na Universidade de São Paulo, prossegue uma experiência usando células-tronco para tratar o tipo 1 da enfermidade. O raciocínio é simples. Como esse gênero da doença é causado pelo ataque do sistema de defesa do corpo às células fabricantes de insulina, a ideia é criar um novo sistema imunológico, desta vez sem o defeito que o leva a atacar o próprio organismo. Para isso, primeiro células-tronco são extraídas da medula óssea dos pacientes – é na medula óssea que são fabricadas as células do sistema imunológico. Essas células-tronco, com potencial para dar origem a novas células de defesa, são preservadas. Em seguida, o paciente é submetido a uma quimioterapia intensa, destinada a destruir toda a medula ­defeituosa. Depois, as células-tronco que haviam sido guardadas são reinjetadas, formando uma nova medula óssea. Até agora, 25 diabéticos foram submetidos ao procedimento. Três estão livres da dependência de insulina.
O estudante de medicina Renato Fernandes Silveira, 25 anos, de São Paulo, não toma mais o remédio há nove anos. “Levo uma vida normal”, conta. “Controlo a ingestão de carboidratos e me exercito. Nunca mais usei insulina.” Neste momento, os pesquisadores se dedicam a entender por que participantes que também haviam interrompido o uso do hormônio foram obrigados a voltar a injetá-lo. “Quatro pacientes já integram essa nova pesquisa. O estudo será realizado em colaboração com cientistas americanos e franceses”, informa o endocrinologista Carlos ­Eduardo Couri, coordenador da Equipe de Transplante de Células-Tronco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto (SP).
Uma ajuda extra está disponível para diabéticos que necessitem da colocação de stent (dispositivo que desobstrui as artérias coronarianas, que irrigam o coração). Um desses stents, fabricado pela Medtronic, recebeu indicação para ser usado por portadores da doença. Normalmente, eles apresentam vasos sanguíneos com calibre reduzido, tortuosos, calcificados. E esse stent é mais fácil de ser colocado nessas condições. Dessa maneira, a artéria é menos agredida durante a colocação do dispositivo. Isso reduz a possibilidade de ocorrer hiperproliferação das células que revestem o vaso, processo que pode levar a uma reobstrução do local. “Avaliações bem documentadas fundamentaram a liberação e a indicação para que esses stents sejam usados em diabéticos”, afirma o médico Décio Salvadori, chefe de equipe do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. O advogado paulistano Nicola Abisati teve um desses stents implantados. Está recuperado e já voltou à rotina de trabalho.
O futuro também promete boas estratégias. Nos laboratórios ao redor do mundo estão sendo desenvolvidos diversos recursos promissores. Um deles é o chamado pâncreas artificial. Em linhas gerais, é um sistema bem parecido com os aparelhos de infusão de insulina disponíveis atualmente. Mas o pâncreas artificial seria implantado no abdome, ao contrário das bombas de insulina. Ele também é dotado de um esquema inteligente de medição de glicemia e interrompimento do fornecimento de insulina quando necessário. Na Inglaterra, o grupo de Joan Taylor, da De Montfort University, está testando um equipamento do gênero.  “Ele poderá ajudar principalmente os pacientes com o tipo 1 da doença”, disse a pesquisadora à ISTOÉ.
Uma estratégia igualmente interessante em estudo são as vacinas contra o tipo 1 da enfermidade. Há duas linhas de trabalho. A primeira é a adotada pelos cientistas da Universidade de Standford, nos Estados Unidos. Eles já testaram em 80 pacientes um imunizante que impediu o ataque de um tipo de célula do sistema de defesa às células fabricantes de insulina. “Agora vamos expandir os testes, desta vez com 200 indivíduos”, disse à ISTOÉ Lawrence Steinman, coordenador do trabalho. A segunda aposta vem sendo pesquisada na Universidade de Tampere, na Finlândia. Lá, os pesquisadores querem criar uma vacina contra vírus (enterovírus) associados ao desencadeamento da enfermidade, de acordo com estudos. Um protótipo de imunizante já foi testado em cobaias. “Sabemos que foi efetivo em ratos”, disse o pesquisador Heikki Hyöty, líder da experiência.
Em outra linha de frente estão os pesquisadores que procuram maneiras mais eficazes de prevenir a doença, especialmente o tipo 2. Estudos recentes apontaram, por exemplo, indivíduos com mais risco para a enfermidade. O trabalho executado na Universidade de Groningen, na Noruega, identificou que pessoas com depressão e distúrbios de compulsão alimentar estão nesse grupo. “Os médicos devem ficar atentos a isso”, disse à ISTOÉ Peter de Jonge, coordenador do trabalho. Já os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (Eua) concluíram que também estão sob maior ameaça bebês prematuros. Isso acontece porque, na infância, eles tendem a produzir muita insulina. Depois, na idade adulta, as células podem desenvolver resistência à atuação do hormônio, desencadeando a diabetes tipo 2. 
Cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, estão dando uma contribuição igualmente importante nessa seara. Eles verificaram que um teste já disponível, o HbA1c, também serve para indicar a chance de uma pessoa desenvolver o tipo 2 da enfermidade entre os cinco e oito anos seguintes. Hoje, o exame é usado para dar uma medida das oscilações de glicemia em períodos prolongados. Por isso, é considerado um dos melhores indicadores de como a doença está sendo manejada. “Mas descobrimos que ele também aponta o risco futuro de ter o problema”, informou à ISTOÉ Nataly Lerner, responsável pela pesquisa. “Ele é indicado principalmente para pessoas com sobrepeso, sedentárias ou com pressão arterial elevada.”
Fotos: Kelsen Fermandes, Rafael Hupsel, Bruno Fernandes, FELIPE GABRIEL – Ag. Istoé, Jason Senior REDPIX; Steve Fisch
 
Fonte: ISTOÉ

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

DICAS SAUDÁVEIS

Guloseimas na medida

Julho é mês de férias. E saber o que fazer com as refeições das crianças nos 30 dias de descanso não é tão simples. Em algum momento elas ficarão em casa, em frente à TV, ao videogame e, em geral, comendo salgadinhos e bebendo refrigerantes. Tudo delicioso e até merecido, mas é preciso impor limites.
Guloseimas na medidaEsse tipo de alimento, chamado também de junk food, não pode substituir as refeições. Se os pais não impuserem limites, as crianças vão comer guloseimas o dia todo.
A melhor alternativa nesse período – em que muitas vezes as crianças passam o dia todo em casa sem a companhia dos pais – é saber barganhar. Não adianta proibir as guloseimas; nas férias, doses de transgressão e fuga da rotina são merecidas, mas sem perder o controle.
Se os pais não impuserem limites, as crianças vão comer guloseimas o dia todo
Reservar um dia da semana para a sessão pipoca, por exemplo, com um filme que os pequenos gostem e acompanhada de refrigerante não é condenável. O que não pode acontecer é ter lanches de fast food no almoço, sessão pipoca à tarde e pizza no jantar.

Escolhas inteligentes

Na hora de preparar as refeições das férias dá para ser flexível. Café da manhã, almoço e jantar devem ser mantidos, mas o lanche da tarde pode ser mais caprichado com sanduíches, bolos e esporadicamente alguma guloseima.
Envolver as crianças no preparo, além de ser divertido, pode ajudar no hábito da alimentação saudável. Elas podem escolher os recheios dos sanduíches e as frutas que vão virar suco ou salada. É uma atitude bastante positiva que aguça a curiosidade das crianças.
Confira algumas dicas para aliar férias e boa alimentação:

Biscoitos recheados

Procure os tipos sem gordura trans - altamente prejudicial à saúde. Além de ricos em gordura, esse tipo de biscoito é bastante calórico; portanto limite a quantidade de biscoitos por dia.

Salgados

Prefira sempre os assados, por serem menos calóricos. Cada grama de gordura tem 9 calorias; portanto os salgados fritos não são indicados.
Os recheios também devem ser levados em conta: evite os embutidos e queijos amarelos. Boas opções são os a base de verduras e queijo ricota ou minas.

Pipoca de microondas

As opções light têm menor teor de gordura, mas nem por isso devem estar presentes todos os dias na alimentação das crianças. É recomendado o consumo uma vez por semana, desde que não seja no mesmo dia em que outros alimentos pouco saudáveis estejam presentes como hambúrgueres.

Refrigerantes

Se possível, nunca ofereça aos pequenos. O refrigerante é artificial, com açúcar e gás, por isso, caso não haja alternativa, a melhor saída é restringir a um copo por dia, no máximo, durante as férias.

Sucos industrializados

A melhor opção é sempre o suco natural, mas já há opções de sucos prontos, que são pouco calóricos e bem aceitos pelos pequenos. São práticos, dá para levar até em um piquenique.

Bolos e pães industrializados

Escolha uma opção para cada dia. Pão e bolo no mesmo lanche resultam em carboidratos demais para a criançada. Os bolos mais indicados são os que não têm recheios ou coberturas. Já os pães podem ser integrais ou com grãos variados.

Pastel e cachorro quente

Ambos são altamente calóricos e pouco nutritivos. Devem ser deixados para ocasiões especiais e quanto menos opções de recheio melhor. No cachorro quente: pão, salsicha, mostarda e catchup são suficientes. No pastel: recheios simples, como o de palmito, são mais indicados.

Pizza

Prefira os recheios mais leves como mussarela, tomate e manjericão, atum e as de vegetais como abobrinha com mussarela de búfala. Os embutidos como pepperoni são calóricos e com alto teor de sal.

Hambúrguer, batata frita e refrigerante

O preferido entre as crianças, é chamado pelos especialistas de 'trio explosivo'. O consumo deve ser limitado a ocasiões especiais como um passeio no fim de semana. Se a criança comer esse tipo de lanche, as outras refeições devem ser ricas em legumes, verduras e frutas para compensar o dia.


Fonte: site Hospital Albert Einstein

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

DIETAS


Notícias

Fuja das Dietas da Moda

A menos de um mês do Carnaval, a busca pela perda dos quilinhos a mais continua em ritmo acelerado. Diversas publicações, como jornais e revista, estão repletas de dietas milagrosas, que prometem grande perda de peso em pouco tempo e, muitas vezes, com pouco esforço. Na internet, sites e anúncios em redes sociais também prometem bons resultados com restrições alimentares.
A Dra. Luciana Lopes, endocrinologista associada da SBEM Rio de Janeiro, concedeu uma entrevista para a Rádio Brasil, esta semana, abordando o assunto. A especialista afirmou que infelizmente existem as modas das dietas. “Tem momentos que a dieta da moda é restringir o glúten e a lactose. Em outras épocas a dieta é focada no consumo de proteínas. Mas é preciso tomar muito cuidado com esse tipo de dieta, pois pode gerar carências de vitaminas e de outros componentes essenciais para a saúde”, ressaltou.
A médica disse ainda, que qualquer dieta restritiva de um grupo de alimentos resultará em uma perda de peso, mas o que a pessoa precisa saber é que o emagrecimento, nestes casos, estará associado a uma perda de saúde. “Além disso, quando a pessoa perde peso muito rápido, existe uma tendência de que o mesmo seja recuperado também muito rápido”, completou a Dra. Luciana, falando sobre o conhecido, e temido principalmente pelas mulheres, efeito sanfona. A endocrinologista abordou ainda os efeitos dessas dietas tanto em mulheres como nos homens, que geralmente possuem o metabolismo mais acelerado, devido à testosterona, o que resulta em uma perda de peso mais rápida.
Há muito tempo, a SBEM se posiciona a respeito destas dietas e divulga a receita correta para o emagrecimento saudável, que consiste na alimentação a base de uma dieta balanceada, com a ingesta de todos os grupos alimentares, mantendo determinados limites, somada à prática de atividades físicas. Esta é a fórmula consagrada que dá saúde para a pessoa que está no processo de emagrecimento. Vale lembrar ainda, que todo processo deve ser acompanhado por um especialista que poderá avaliar as necessidades reais do paciente e direcioná-lo para o emagrecimento focado na manutenção da saúde, em primeiro lugar.
“Diminuir o peso é mais fácil do que manter. E, para manter o peso, é necessário uma reeducação alimentar e uma mudança dos hábitos de vida. O importante é comer, para sempre, uma dieta balanceada e associar a pratica de atividades físicas 3 a 5 vezes por semana”, reafirmou a Dra. Luciana.
Quer saber mais sobre o assunto? Leia também:



Fonte: site sociedade brasileira de endocrinologia e metabologia

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Foto Paciente




Priscila Soldera: minha vida, perdi 60 kg e ganhei muito mais vida, auto estima, saúde, disposição e alegria. Apesar da essência ser a mesma, os benefícios foram enormes e realmente só tenho a agradecer, primeiramente a Deus e depois ao Dr Flavio Ivano que foi brilhante, sempre me passou muita confiança em todo esse processo e exerce a medicina de uma forma excepcional pois não mede esforços para ajudar e ver seus pacientes contentes, muito obrigada Doutor e que Deus continue te abençoando para que você possa fazer muitas outras pessoas mais felizes assim como eu.

Reunião Multidisciplinar de Obesidade


O intuito da reunião é esclarecer algumas duvidas daqueles pacientes que estão fazendo o pré operatório para a cirurgia de obesidade e para aqueles que necessitam mas inda assim tem duvidas do procedimento. A reunião é aberta para todo o publico interessado em adquirir mais conhecimento sobre o procedimento.
Para maiores informações ligue para 3259-6612 ou gastroplastia.drflavioivano@yahoo.com.br

Aguardamos a presença de todos.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ATIVIDADE FÍSICA PÓS OPERATÓRIO

Orientações sobre Atividade Física após a Cirurgia Bariátrica


A realização de atividades/exercícios físicos tem benefícios com extensa comprovação científica para promoção da saúde e da qualidade de vida, destacando-se: auxílio no controle do peso corporal; manutenção não medicamentosa dos níveis saudáveis de colesterol, triglicérides e glicemia; controle da pressão arterial; benefício à saúde do coração, veias e artérias; prevenção de doenças ósteo-articulares; diminuição da incidência de diversos tipos de câncer; aumento da expectativa de vida, além de ser elemento fundamental para a manutenção da capacidade funcional dos indivíduos ao longo dos anos de vida.

Diante dessas evidências, exercitar-se é, decididamente, necessário para indivíduos que realizaram cirurgia bariátrica e que por muito tempo sofreram os efeitos do excesso de peso e das doenças crônicas associadas à obesidade e tem pela frente o desafio de perpetuar a redução de peso e os benefícios advindos desse emagrecimento. Entretanto, alguns cuidados e orientações são importantes.

A primeira recomendação é que esses pacientes aproveitem de forma efetiva o aumento da mobilidade, da amplitude dos movimentos e da redução das dores corporais, que se manifestam logo nas primeiras semanas pós cirurgia, e aumentem a quantidade de atividades físicas cotidianas como realização de serviços domésticos, pequenas caminhadas em trajetos próximos à residência (levar os filhos à escola, ir à horta), subir alguns andares pela escada ao invés de utilizar o elevador ou escada rolante. Essas atividades, mesmo em tempo reduzido e baixa intensidade, ao fim do dia, quando somadas, contribuem para aumento do gasto calórico e um balanço energético negativo.

Além disso, é importante que o paciente bariátrico procure uma academia, clube ou centro comunitário e ingresse em um programa de exercícios físicos supervisionado, com horário, duração, frequência e metas bem estabelecidas. O exercício deve fazer parte do nosso cotidiano e para isso precisa estar bem estabelecido em nossa rotina. Caso contrário posterga-se sua realização dia a dia até voltar novamente ao sedentarismo.

Quanto à frequência e duração, as sessões de exercício devem estar bem distribuídas ao longo da semana em um mínimo de 2 e máximo de 6 sessões semanais, sendo que entre 3 e 4 sessões seus benefícios se manifestam de forma bem efetiva, e a duração deve ser entre 40 e 90 minutos. É importante o descanso entre os dias de treinamento para restabelecer o organismo e prepará-lo para o treino seguinte. Sessões de treinamento com duração maior de 90 minutos desgastam o organismo de forma exacerbada e necessitam de acompanhamento nutricional e hídrico específico.

Os tipos de exercícios recomendados para quem fez cirurgia bariátrica em nada diferem daquilo que está prescrito nos consensos de exercício físico relacionado à saúde e qualidade de vida: exercícios aeróbios, de força muscular e de flexibilidade.

Os exercícios aeróbios, principalmente aqueles realizados de forma contínua, em intensidade baixa e moderada (50-75% da frequência cardíaca máxima), por períodos de 30 a 60 minutos - caminhadas, corridas, ciclismo (na rua ou em aparelhos ergométricos), natação, hidroginástica, aulas de academia (aeróbica, jump, axé, spinnning, aeroboxe, step), dança de salão - têm gasto calórico alto (300-500 kcal/hora) e utilização da gordura como “combustível’ predominante durante o esforço. Em relação à saúde, os exercícios aeróbios têm efeitos importantes na diminuição da pressão arterial, dos níveis de colesterol, triglicérides e glicose, além de ser benéfico à saúde do coração, veias e artérias.

Em relação aos exercícios de força muscular - a musculação é mais eficiente e conhecido - é importante salientar que, embora tenha gasto calórico mais baixo (150-200 kcal/hora) e utilize a glicose como substrato, é fundamental para a manutenção/aumento da musculatura, que é essencial para a capacidade funcional e manutenção do peso em longo prazo.

Nossos movimentos são executados pelo músculo esquelético, que tende a diminuir como efeito natural do envelhecimento. Quanto menor a massa muscular, mais precário o movimento e, portanto, menor o gasto calórico. Além disso, nosso gasto energético basal - aquele necessário para nos mantermos vivos - e o gasto energético das nossas atividades diárias, e também dos exercícios, são diretamente proporcionais à musculatura ativa. Nesse aspecto, as primeiras semanas de pós cirúrgico, caracterizado pela baixa ingestão de alimentos, principalmente de proteínas, além do sedentarismo que acompanha os primeiros dias de recuperação da cirurgia, criam uma situação propicia para uma redução da massa muscular, que é importante minimizar.

Os exercícios de flexibilidade (alongamentos) e posturais (pilates, yoga, RPG) complementam a tríade de exercícios físicos para saúde e qualidade de vida, mantendo/aumentando a amplitude dos movimentos, a elasticidade muscular, o equilíbrio e a consciência corporal.

É importante ressaltar que a realização desses três tipos de exercícios de forma combinada é a maneira pela qual conseguimos propiciar os maiores benefícios para nosso organismo e devem estar contempladas em um programa de exercícios físicos supervisionados.

Finalizando, visando o máximo de segurança para quem está em fase final de recuperação de cirurgia bariátrica e iniciando uma vida fisicamente ativa, vão algumas dicas:

1) Evitar nos primeiros meses exercícios que tenham elevada compressão sobre o abdômen: abdominais em geral e leg-press.
2) Indivíduos que possuem lesões ou dores articulares agudas, devem buscar os exercícios feitos na água (hidroginástica ou natação), principalmente enquanto a perda de peso está em estágio inicial.
3) Exercitar-se com roupas leves que permitam ventilação e sudorese e calçados apropriados.
4) Jamais realizar exercícios em jejum ou após longos períodos (+4 horas) sem alimentar-se.
5) A hidratação é bem vinda e necessária, inclusive durante a sessão de treinamento.
6) Respeitem seus limites individuais e tenham consciência que as melhoras para a saúde e de rendimento são gradativas e tem seu tempo para maturação.
7) Deixem no passado todas as experiências negativas relacionadas á    realização de atividades/exercícios físicos. A maioria absoluta    dessas experiências estava relacionada ao excesso de peso.

Prof. Ms. Ricardo Adamoli Simões
CREF 064121-G/SP
Fonte site: www.bariatrica.com.br