quinta-feira, 23 de março de 2017

Obesidade mundial

O Ministério da Saúde apresentou na terça-feira (14), durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, em Brasília, as metas para frear o crescimento do excesso de peso e da obesidade no país. O encontro faz parte da implementação da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016/2025), que incentiva o acesso universal a dietas mais saudáveis e sustentáveis. O Governo Brasileiro é um dos principais apoiadores da agenda da ONU.
O Brasil assumiu como compromisso atingir três metas: deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.
“Nosso desafio é incentivar as pessoas a adotarem uma alimentação correta: descascar mais e desembalar menos. E é preciso ensinar desde cedo a manipular os alimentos. As crianças hoje, não tem oportunidade de acompanhar a preparação dos alimentos e aprender a cozinha-los. Além disso, o sedentarismo é alto e tem muito haver com a obesidade. Precisamos mudar os hábitos do dia a dia para enfrentar o desafio da obesidade”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
Eduardo Nilson, da Coordenação de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, reforça na TV Saúde o compromisso do Brasil em reduzir a obesidade na população.
Ano passado, ao lançar a Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou países sobre a grande transição epidemiológica e nutricional por que passa o mundo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 800 milhões de pessoas permanecem cronicamente subalimentadas e mais de 2 bilhões sofrem de deficiências de micronutrientes. Ao mesmo tempo, 1,9 bilhão de pessoas estão acima do peso e 600 milhões são obesas.
“A década da nutrição é para todos. É um momento muito oportuno para construir formas para lutar contra a má nutrição. É hora de agir”, enfatizou Francesco Branca, Diretor do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento da Organização Mundial de Saúde.
No Brasil, é possível notar que a população tem reduzido o consumo de alimentos básicos ao mesmo tempo em que aumenta o consumo de processados. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (2013), mais da metade dos brasileiros está com excesso de peso. A incidência é maior em mulheres (59,8%) do que em homens (57,3%). A obesidade também segue o mesmo padrão. 25,2% das mulheres adultas do país estão obesas contra 17,5% dos homens. O índice mantém a mesma proporção na América Latina. Segundo dados do relatório Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional da OMS (2016) 58% da população da América Latina está com sobrepeso e 23% está obesa.
INFÂNCIA - A ingestão de alimentos ultraprocessados começa já nos primeiros anos de vida. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (2006) sinaliza que 40,5% das crianças menores de cinco anos consomem refrigerante com frequência. Enquanto dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2013) apontam que 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos ou bolachas recheadas. O resultado do mau hábito alimentar é que uma em cada três crianças brasileiras apresentam excesso de peso (POF 2008/2009).
AÇÕES – Além de assumir publicamente os compromissos para década da nutrição, o incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática atividades físicas é prioridade do Governo Federal. Assim que assumiu o Ministério da Saúde, Ricardo Barros publicou uma Portaria proibindo venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados ultraprocessados com excesso de açúcar, gordura e sódio e prontos para o consumo dentro das dependências do Ministério. A proposta é estender essas regras aos demais órgãos e entidades da administração direta federal. Além disso, o Ministério constrói uma campanha pela adoção de hábitos saudáveis chamada Saúde Brasil.
Em 2016, o Ministério da Saúde também participou da assinatura a portaria de Diretrizes de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nos Serviço Público Federal. Sugerida pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a diretriz orienta formas da alimentação adequada e saudável nos ambientes de trabalho do serviço público federal.
Desde 2014, o Guia Alimentar para a População Brasileira orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. A publicação é reconhecida mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada.
Em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), o Ministério também conseguiu retirar mais de 14 mil toneladas de sódio dos alimentos em 4 anos. O país também incentiva a prática de atividades físicas por meio do Programa Academia da Saúde com mais 4 mil polos em 1.700 municípios.
Clique para acompanhar as metas do Ministério da Saúde



Fonte: Site Abeso

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

SONO E OBESIDADE INFANTIL


Crianças em idade pré-escolar que são colocadas na cama até as 8h da noite são menos propensas a desenvolverem obesidade do que crianças que são colocadas na cama depois desse horário, aponta uma pesquisa recente.
Ir para a cama após 9h da noite pareceu dobrar a probabilidade de obesidade mais tarde na vida. O estudo foi realizado por pesquisadores da Ohio State University College of Public Health e foi publicado no The Journal of Pediatrics. Os responsáveis pela pesquisa ainda apontam que os benefícios podem ir além, incluindo o desenvolvimento social, emocional e cognitivo.
Foram avaliados dados de 977 crianças que faziam parte do Study of Early Child Care and Youth Development, que seguiu bebês saudáveis ​​nascidos em 10 localidades dos EUA desde 1991.
Os participantes foram divididos em três categorias relacionadas ao horário de dormir: os que dormiam às 8h da noite ou mais cedo, os que dormiam entre 8h em 9h, e os que dormiam depois das 9h. A idade média das crianças no inicio do estudo era de quatro anos e meio.
Depois, foram considerados os dados dos pré-escolares até completarem uma média de 15 anos. E a descoberta foi impressionante: das crianças que dormiam mais cedo, apenas uma em cada dez se tornou um adolescente com obesidade; dos que dormiam entre oito e nove horas da noite, 16% desenvolveram obesidade; e, entre os que dormiam mais tarde, 23%  se tornaram adolescentes com obesidade.
Metade das crianças no estudo estava na categoria média, ou seja, dormiam entre oito e nove horas da noite. Um quarto dormia cedo e outro quarto dormia mais tarde.
Este novo estudo é o primeiro a usar dados sobre a obesidade com um seguimento de dez anos a partir da pré-escola.

Fonte: site abeso

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

REFRIGERANTES


Neste ano de 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou aumentar os impostos sobre refrigerantes e outras bebidas doces em pelo menos 20 por cento. Prontamente, o governo do Reino Unido anunciou aumento de impostos para os refrigerantes a partir de 2017. Como bons brasileiros, sempre temos um pé atrás com aumento de tributos. Mas a Universidade de Oxford fez uma análise estatística do impacto desta medida para os ingleses: o aumento de 20% no preço levaria a redução na ingestão de açúcar (sim, refrigerantes contêm muito açúcar) de 15%. Esta pequena diminuição no consumo já seria capaz de prevenir que 180 mil pessoas se tornassem obesas em 1 ano! Sem falar num número ainda maior de pessoas que deixariam de engordar (1).
Se o problema se restringisse apenas ao peso... mas diferentes estudos associam o consumo excessivo de açúcar ao aumento na incidência de diabetes mellitus, mesmo em pessoas com peso normal. Além disso, independentemente do índice de massa corporal e do grau de atividade física, quem consome mais açúcar corre um risco maior de morrer de doenças cardíacas e vasculares (2).
Mas se o problema é o açúcar, por que culpar só os refrigerantes? Por dois motivos muito importantes: 1- os refrigerantes são responsáveis por cerca de 1/3 de todo o açúcar consumido. 2- a indústria destas bebidas tenta de toda forma esconder o quanto o “refri” faz mal à sua saúde.
Desde que os primeiros estudos correlacionando o fumo ao câncer de pulmão foram publicados, demorou cerca de 50 anos até que políticas públicas de restrição de consumo fossem plenamente implementadas. No início, a indústria do tabaco esperneou negando a associação do seu produto com doenças, lançando dúvidas para confundir o público e, pior, comprando a lealdade de cientistas e políticos corruptos. Apesar disso, nas últimas 3 décadas, a redução do tabagismo preveniu muitas mortes por câncer e doenças cardiovasculares.
A indústria do refrigerante não fez diferente: tentou associar a epidemia de obesidade, diabetes e doenças vasculares ao consumo de gordura e à inatividade física, isentando o açúcar. Nesse processo, cientistas e políticos também foram corrompidos. Por fim, esta indústria está lavando as mãos e dizendo que a responsabilidade por optar pelo produto pouco saudável é sua, o consumidor!
A verdade é que a briga está apenas começando... Assim como no combate ao fumo, além de impostos mais altos, as bebidas doces (refrigerantes, sucos processados, néctares, isotônicos, etc) precisam ter a publicidade devidamente regulada e serem desvinculadas de atividades saudáveis como esportes. Isso salvou vidas no passado e vai salvar mais vidas no futuro. Se o refrigerante realmente é o novo cigarro, vamos começar a tratá-lo desta forma!
 
Fonte: Site Sociedade Brasileira de Diabetes

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Intestino X Obesidade

As taxas de obesidade nos EUA têm apresentado um constante crescimento nas últimas duas décadas, com crianças de comunidades carentes representando os picos mais dramáticos no ganho de peso. Este aumento ocorre em paralelo com uma onda de prescrições de antibióticos pediátricos - uma tendência que só agora está mudando, em parte devido a preocupações sobre a resistência antimicrobiana.
Especialistas estimam que, se o crescimento da taxa de obesidade se mantiver,  51 por cento da população será obesa até 2030. O resultado desse cenário é claro: bilhões de dólares em custos de saúde e uma nação de pessoas cronicamente doentes. 
Os especialista alertam que a obesidade infantil não só é causada por genes, uma dieta pouco saudável e muito pouca atividade, mas provavelmente a combinação de vários fatores complexos - um dos quais pode ser o uso frequente de antibióticos em idade jovem. "Temos dados biológicos e estatísticos que sugerem que pode haver uma ligação, mas estamos à procura de respostas que podem nos ajudar a entender melhor essa relação e guiar a prática clínica de forma que realmente se reduza o risco de uma criança se tornar obesa", afirmam.
A rede de pesquisadores pediátricos em todo o país são alguns dos primeiros a procurar respostas por meio do PCORnet - Estudo Observacional de Obesidade, liderado por cientistas da Harvard Pilgrim HealthCare (HPHC). Este estudo é um estudo de demonstração para PCORnet, Clínica Rede Nacional de Pesquisa Centrada no Paciente, que é uma iniciativa ambiciosa, financiada pelo Outcomes Research Institute Patient-Centered (PCORI), para acelerar a capacidade da nação para conduzir pesquisa clínica centrada no paciente com mais eficiência, usando informações de saúde compartilhadas por pacientes e outros dados clínicos.
Eles vasculharam os registros médicos de cerca de 1,6 milhões de crianças de 42 sistemas de saúde diferentes. Para o estudo, os cientistas  acompanharam quantas vezes as crianças receberam prescrição de antibióticos durante os dois primeiros anos de vida, e, em seguida, continuar a acompanhar as crianças para as idades de cinco e 10 anos, com o objetivo de ver quantos deles são obesos (ou seja, mais pesado do que 95 por cento das crianças, da mesma idade e sexo).
"O estudo é interessante porque o registo de saúde electrônico permite-nos aprofundar em detalhes, de forma rápida e com custo relativamente baixo. Por exemplo, é possível que certos tipos de antibióticos sejam menos propensos a influenciar o ganho de peso do que outros", afirmam os pesquisadores. "O estudo também está investigando se o momento em que um bebê faz uso pela primeira vez de antibióticos, ou se a mãe tomou antibióticos durante a gravidez, tem qualquer impacto sobre a obesidade."
O estudo também é único em que os pais de crianças obesas são consideradas parte da equipe de pesquisa. A mãe de um paciente da equipe Infantil Nationwide, Doug Lunsford está atuando como um dos principais pesquisadroes do estudo. Este envolvimento dos pais é inovador. Pais como os de Doug ajudaram a criar objetivos finais do estudo, e mais importante, a determinar como os resultados são compartilhados com as famílias, para que possam ser compreensíveis e acionáveis.
Os antibióticos são um avanço médico importante que salvou inúmeras vidas, mas a mesma biologia que os torna tão eficazes contra doenças também podem estar aumentando as chances das pessoas se tornarem obesas.
Os bebês nascem com bactérias benéficas em seus intestinos que ajudam a digerir os alimentos e manter os germes causadores de doenças. Esta combinação única de bactérias é influenciada por vários fatores, incluindo se um bebê é alimentado com leite materno ou fórmula ou parto vaginal ou via cesária.
Nos últimos cinco anos, os cientistas fizeram descobertas que se mostram convincentes de que pode haver uma relação entre a quantidade e tipo de bactérias no intestino e ganho de peso. Quando o número de bactérias boas está esgotada, outros tipos de bactérias que já vivem no intestino emergem e florescem.
Essas "novas" bactérias não causam doenças, mas podem aumentar a absorção de calorias, deixar o metabolismo lento e trazer níveis muito baixos de inflamação - todos os quais parecem desencadear uma reacção em cadeia que altera o comportamento de células de gordura. Quando os antibióticos são prescritos, eles podem matar tanto as bactérias nocivas e quanto as úteis no corpo - mas eles também poderiam estar mudando o micro-ambiente do tecido adiposo de maneiras difíceis de reverter e que levam à obesidade.
"Isso pode ajudar a explicar porque quando uma pessoa se torna obesa, é tão difícil de reverter o processo. Essas mudanças permanentes no metabolismo torna muito mais difícil perder e manter o peso", afirmam os especialistas.
O que os pais devem fazer agora?
Atualmente, a maioria dos pediatras são muito cuidadosos em não prescrever de forma excessiva antibióticos. Os pesquisadores sugerem que os pais devam trabalhar em estreita colaboração com seus pediatras para tomar a decisão em conjunto a necessidade da prescrição, já que os antibióticos não ajudariam na maioria das infecções respiratórias das vias aéreas superiores ou de ouvido - algumas das razões mais comuns que levam as crianças aos consultórios médicos.
Os antibióticos podem causar dores de estômago e diarréia; possivelmente por causa da alterações das bactérias do intestino durante o tratamento. Alguns estudos sugerem tomar probióticos ou iogurte com culturas ativas pode ser útil para restaurar as boas bactérias no intestino após um curso de antibióticos. No entanto, não há evidência de qualquer efeito sobre a prevenção de ganho de peso possível.
A pesquisa relatada neste artigo está sendo financiada pela Outcomes Research Institute Patient-Centered (PCORI) Award para o desenvolvimento da Rede de Pesquisa Clínica Nacional Centrada no Paciente, conhecido como PCORnet. O estudo também está sendo apoiado o Centro de Ohio State University de Ciências clínica e translacional.


Fonte:site Abeso

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Células umbilicais de filhos de mães obesas ou com sobrepeso mostram expressão prejudicada de genes-chaves que regulam a energia celular e o metabolismo, em comparação com células similares de bebês de mães não obesas.
 
Os cientistas sabem há muito tempo que as crianças nascidas de mulheres que são obesas mostram maiores riscos de obesidade, mas eles não entendiam completamente o que aumenta os riscos. Pesquisadores do Joslin Diabetes Center agora demonstraram que as células umbilicais de filhos de mães obesas ou com sobrepeso mostram expressão prejudicada de genes-chaves que regulam a energia celular e o metabolismo, em comparação com células similares de bebês de mães não obesas.

Tais resultados podem ajudar a traçar o caminho para a melhoria da saúde, tanto antes como depois do nascimento, para crianças em risco elevado de obesidade, dizem os cientistas, sobre o estudo publicado no International Journal of Obesity.

O presente estudo também sugere que o aumento dos riscos de obesidade pode ser acionado por certos níveis potencializados de lípidos (gorduras e outras substâncias que não são solúveis em água) no sangue materno, que flui por meio do cordão umbilical.
Suzana Maria Ramos Costa, MD, Ph.D. do Joslin e da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, é co-autora do estudo. Ela conta que a pesquisa teve início por meio da coleta de cordões umbilicais, após o nascimento, de mulheres brasileiras saudáveis , sem diabetes. Suzana recrutou 24 mulheres com sobrepeso ou obesas (com um índice de massa corporal superior a 25 antes da gravidez) e 13 mulheres que não estavam acima do peso para o estudo.

Os cientistas recolheram células a partir da veia umbilical que transporta o oxigênio e outros nutrientes a partir da placenta para o embrião.

A equipe descobriu que, nessas células, o aumento da obesidade nas mães correlacionado com menor expressão de genes que regulam a mitocôndria (que atuam como potência da célula) e de outros genes que regulam a produção e o metabolismo de lipídios.

"Isto sugere que já no momento do nascimento existem perturbações metabólicas detectáveis resultantes da obesidade materna", diz ela. Mudanças nessas células foram semelhantes a de pessoas com obesidade, resistência à insulina e diabetes tipo 2, ela acrescenta.

Quando os pesquisadores seguiram a análise de sangue fetal a partir da veia do cordão umbilical, descobriram que os filhos de mães obesas tinham níveis significativamente mais altos de muitos lipídios conhecidos por serem metabolicamente deletérios, como ácidos graxos saturados", contam os pesquisadores. Tecidos de gordura de mães obesas podem lançar ácidos graxos até o sangue fetal e criar uma espécie de "sobrecarga de combustível" para o embrião.

Os autores irão realizar mais pesquisas sobre células umbilicais e de sangue em recém-nascidos de Boston para ver se os resultados do estudo são confirmados nessa população. Eles também planejam análises semelhantes para as crianças nascidas de mães que têm ou diabetes gestacional ou diabetes tipo 1.

Além disso, estão examinando como tais exposições pré-natais podem incentivar certas células-tronco encontradas no cordão umbilical, que podem se diferenciar em vários tipos de tecidos, para ligar preferencialmente em células de gordura.

Os responsáveis pelo estudo esperam que, eventualmente, seja possível usar marcadores de sangue para identificar embriões com risco de obesidade ou doenças relacionadas, tais como diabetes tipo 2, para que tenham intervenções médicas adequadas.
 
Jornal de referência:
S M R Costa, E Isganaitis, T J Matthews, K Hughes, G Daher, J M Dreyfuss, G A P da Silva, M-E Patti. Maternal obesity programs mitochondrial and lipid metabolism gene expression in infant umbilical vein endothelial cells. International Journal of Obesity, 2016; DOI: 10.1038/ijo.2016.142


Fonte: site ABESO

segunda-feira, 7 de março de 2016

NOVO MEDICAMENTO CONTRA OBESIDADE

A liraglutida agora tem seu uso aprovado para tratamento da obesidade e chega ao mercado com o nome de Saxenda. A resolução 504/2016, da Anvisa, foi publicada no Diário Oficial da União. O medicamento ainda não está disponível para a venda, tendo em vista que acabou de ser aprovado e agora segue para a fase de produção.
Nos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou o medicamento em dezembro de 2014, como uma opção de tratamento para o controle crônico do peso corporal, associado a uma dieta reduzida em calorias e à prática de atividade física regular.
A liraglutida, principio ativo do Saxenda, é um agonista  do receptor de GLP-1, um hormônio produzido no intestino na presença de alimentos. O GLP-1 atua em regiões críticas do sistema nervoso central envolvidas na regulação do apetite. Estudos demonstraram que a administração de liraglutida aumenta a produção de substâncias anorexigênicas no hipotálamo, levando ao menor consumo de alimentos, o que favorece a perda de peso. Também foi demonstrado em animais que o uso de GLP-1 modifica a preferência alimentar, reduzindo a busca por alimentos ricos em açúcar e gordura. Durante o programa de desenvolvimento da droga, o uso de Liraglutida associado a dieta hipocalórica foi associado a maior perda de peso em relação ao grupo que recebeu placebo. 
Para a presidente da Abeso, a endocrinologista Cintia Cercato, essa é uma ótima noticia. "Temos muito poucas opções farmacológicas aprovadas para o tratamento da obesidade em nosso país (apenas Sibutramina e orlistate). A obesidade é uma doença complexa, crônica e recidivante e que deve ser tratada com seriedade", destaca. Para ela, ampliar o arsenal terapêutico é importante uma vez que temos um percentual elevado de pacientes obesos que precisam de tratamento. A medicação passou por todas as etapas de pesquisa exigidas pelas agências regulatórias e teve sua segurança e eficácia comprovadas. A presidente ressalta, ainda, que os individuos obesos não devem fazer uso da medicação  por conta própria, sem acompanhamento médico. "Como todo remédio essa medicação tem contra-indicações e efeitos colaterais e somente o médico é capaz de avaliar o risco beneficio para cada caso", reforça Cercato.
Segundo o diretor da Abeso, Bruno Halpern, com bons resultados nos testes clínicos, "o objetivo do medicamento não é fazer milagres nem ser o caminho mais fácil (como muitos preconceituosos contra os obesos apregoam), mas sim permitir aos obesos que melhorem suas condições clínicas e diminuam seus riscos, ao perder peso". Halpern ressalta que quanto mais medicações antiobesidade tivermos, maior a chance de se encontrar a melhor medicação para cada paciente, "além de ser uma vitória dos estudiosos da obesidade que, a despeito do imenso preconceito, conseguem mostrar, ano após ano, década após década, que obesidade é uma doença que merece ser tratada, e cujo estudo deve ser respeitado", completa.
Estudos sérios e aprofundados, de larga escala, apontam que, com dieta e exercícios, apenas 10% dos obesos conseguem perder e manter mais de 10% de peso em um ano. "Por isso outras estratégias são importantes", finaliza o endocrinologista.
A liraglutida é um medicamento injetável. 

Fonte : site abeso

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

DICAS DE COMPORTAMENTO ALIMENTAR

Cinco dicas, baseadas em estudos, para ajudar no prevenção ao ganho de peso
1. Não passar fome.
Comer refeições e lanches em intervalos regulares. Fazendo isso tendemos  a não ficar com muita fome, o que nos ajuda a resistir às beliscadas durante o dia e de exagerar nas principais refeições. Não se esqueça de incluir frutas nesses intervalos.
2. Peça porções menores
Estudos mostram que quando estamos a frente de grandes porções de alimentos, mesmo que não estejamos mais com fome, a nossa tendência é continuar comendo. A mesma coisa quando colocamos as porções na mesa. Melhor levar o prato já servido para a mesa, evitando repetir o prato.
3. Encha metade de seu prato com vegetais e legumes
Um programa do Departamento de Saúde dos EUA (USDA), ChooseMyPlate.gov, sugere que completemos metade do nosso prato com vegetais e legumes, assim tendemos a comer menos de outros alimentos menos nutritivos. E procurar fazer um prato bem colorido.
4. Criar um ambiente de cozinha saudável
Manter uma tigela de frutas no balcão da cozinha, evitando deixar qualquer junk food a mostra. Manter alimentos saudáveis ​​à mão pode ajudar nas escolhas e a prevenir o ganho de peso.
5. Cozinhe mais
Quando cozinhamos mais, tendemos a fazer escolhas alimentares mais saudáveis. Um estudo recente descobriu que cozinhar refeições em casa foi associado com um risco ligeiramente menor de desenvolver diabetes tipo 2. Os pesquisadores também descobriram que em oito anos de seguimento, aqueles que comeram mais refeições caseiras tiveram menores ganhos de peso e um menor risco de obesidade.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

PAIS X FILHOS

Os pesquisadores compararam as taxas de obesidade de crianças hispânicas em Chicago, Miami, Nova York e San Diego com os níveis e estresse dos pais, em casa e no trabalho.
A taxa de obesidade das crianças aumentou de acordo com a quantidade de estresse que seus pais enfrentaram.
Após o ajuste para outros fatores, tais como: idade, sexo, local de nascimento e vizinhança, os pesquisadores concluíram que os pais com três ou mais fontes crônicas de estresse tinham o dobro da probabilidade de ter crianças obesas do que aquelas sem stress.
Os resultados devem ser apresentados na sexta-feira na reunião anual da Obesity Society, em Los Angeles. A pesquisa apresentada nas reuniões é preliminar.
"Obesidade e estresse crônico foram ambos prevalentes entre população latina, com mais de um quarto (28%) das crianças entre 8 a 16 com a obesidade, e quase um terço (29%) de seus pais com relatos de altos níveis de estresse.
Isasi disse que o estudo, um dos primeiros a identificar o estresse dos pais como fator de risco para a obesidade infantil entre os hispânicos, contribui para a compreensão das influências familiares sobre o peso dos jovens.
"Esta pesquisa deve encorajar os médicos e de cuidadores de saúde a considerar altos níveis de estresse como um sinal de alerta para desenvolver obesidade não só no paciente adulto, mas também na família inteira do paciente", consideram os especialistas.
As descobertas sugerem "que atenção especial deve ser dada aos pacientes adultos que relatam ter altos níveis de estresse na população. Os médicos devem ser encorajados a considerar o aconselhamento comportamental como uma medida de prevenção e tratamentos de obesidade, dizem os pesquisadores.
Mais pesquisas são necessárias para determinar como o estresse dos pais aumenta o risco de uma criança de desenvolver obesidade e trabalhar medidas preventivas para identificar e examinar essa ligação a outros grupos raciais/étnicos, disseram os pesquisadores.

FONTE: SITE ABESO

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Obesidade

Por Henrique Suplicy, endocrinologista do Departamento de Epidemiologia e Prevenção da Abeso

A obesidade vem aumentando no mundo todo, em ambos os sexos e em todas as faixas etárias, inclusive em crianças o que é muito preocupante. De acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE em agosto de 2015, cerca de 24,4% das mulheres e 16,8% dos homens Brasileiros são portadores de obesidade (Índice de Massa Corporal – IMC maior que 30). Esta mesma fonte revela também que 15% das crianças entre 5 e 9 anos estão obesas Além de aumentar a mortalidade, a obesidade pode acarretar inúmeras outras doenças, tais como: diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, aumento de gorduras no sangue, problemas articulares, alguns tipos de câncer, apneia do sono, etc.
A principal causa para este aumento na prevalência da obesidade é a mudança do estilo de vida propiciado pela vida moderna. Em primeiro lugar, diminuição de atividade física. Apesar de que o número de academias de ginástica, ciclovias, parques, etc. vem aumentando, poucas são as pessoas que fazem exercícios regularmente (atividade física programada). Por outro lado, houve uma diminuição enorme das atividades do dia a dia (atividade física não programada): meios de transporte motorizados, escadas e esteiras rolantes, lavadoras de roupa e louça, controle remoto, telefones sem fio, etc. Em segundo lugar, a fartura de alimentos processados, industrializados, semi-prontos, baratos, saborosos, em porções exageradas, ricos em energia e altamente calóricos. O objetivo de qualquer indústria é vender e a de alimentos não foge a esta regra. Açúcar, gorduras e sal, tornam os alimentos mais saborosos e por esta razão a quantidade destes ingredientes nos alimentos industrializados é cada vez maior. Além de eventuais danos para a saúde, estes alimentos contribuem em muito para a obesidade
Frente a este panorama preocupante, o que fazer?
O ideal seria a  reeducação, a conscientização da população para uma vida mais ativa e uma alimentação mais saudável. Para que estes objetivos sejam atingidos, nossos governantes teriam que entender e abraçar esta causa.  Uma das ações dos governos municipal, estadual e federal seriam campanhas usando todos os meios de comunicação: rádio, televisão, “outdoor”, etc. Não há propaganda de banana, maçã ou alface, já as de alimentos hipercalóricos são frequentes. Outra ação seria a proibição de brindes (brinquedos) vendidos junto com o alimento e a proibição do uso de imagens de animais, personagens de desenhos animados ou celebridades para promover os alimentos. Uma outra ação seria a rotulagem de alimentos inspirada em um semáforo: os alimentos ricos em sal, açúcar ou gordura teriam impresso na embalagem um círculo vermelho, os alimentos mais saudáveis receberiam círculos amarelo ou verde. Uma ação já adotada em alguns países é o aumento de imposto sobre os alimentos ultra-processados, embalados, hipercalóricos ou que receberam o selo vermelho. O dinheiro obtido com esta sobretaxa deveria ser utilizado em campanhas educativas por uma alimentação mais saudável e uma vida mais ativa. No México esta atitude de sobretaxar estes alimentos, resultou em uma diminuição de 12% no seu consumo. Não importa a ação adotada, o fundamental é que esta escalada da obesidade seja estancada e REEDUCAÇÃO é a palavra chave.

Fonte: Site Abeso

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

ALIMENTAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA

A adolescência é um período da vida onde existe uma grande suscetibilidade a influências no estado nutricional, já que acontecem importantes alterações psicológicas, biológicas e físicas. Particularmente nessa fase, os hábitos e preferências alimentares que afetam o balanço de nutrientes e de energia podem sofrer modificações. O início da conquista da ´´independência´´ e da liberdade de escolha, por vezes sem maturidade e experiência suficientes, pode levar a um hábito alimentar não saudável. As refeições saem do núcleo familiar e passam a ser realizadas nas cantinas escolares e em shoppings, com aumento da ingestão de fast-food e bebidas hipercalóricas. Por isso é importante que os hábitos alimentares saudáveis desenvolvidos na infância sejam reforçados pela família quando a criança entra na adolescência. Existem evidências demonstrando que, na adolescência, a aquisição e manutenção de um hábito alimentar saudável ocorrem com mais freqüência quando existe uma rotina regular de refeições realizadas em família, com os pais servindo com exemplo.
O crescimento estatural e o desenvolvimento normal da puberdade sofrem importante influência de uma alimentação adequada e balanceada. A necessidade de energia aumenta para que o crescimento rápido (também chamado de estirão) aconteça e o adolescente alcance a estatura alvo geneticamente determinada. Nos meninos, a quantidade de calorias necessária por dia é ainda maior, por causa por causa do maior crescimento em altura e maior quantidade de massa muscular. Na presença de obesidade, é freqüente observar alta estatura, além de adiantamento do início da puberdade, principalmente em meninas. Já se existe desnutrição, o início e a progressão do crescimento e da puberdade podem ficar atrasados.
A prevenção de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares deve começar precocemente. Obesidade, diabetes, hipertensão arterial e aumento de colesterol no sangue têm sido cada vez mais observados em adolescentes, sobretudo na presença de erros alimentares e excesso de peso corporal. Uma vez diagnosticadas essas doenças, a mudança de comportamento alimentar é uma das principais estratégias para o tratamento.
Na adolescência, deficiências de nutrientes específicos também podem ser observadas, como de ferro e de cálcio. A necessidade de ferro aumenta devido à expansão do volume de sangue e da massa muscular. Carne, peixe, feijão, verdura verde-escuro, grãos e castanhas apresentam maior quantidade de ferro e devem ter o consumo estimulado. O esqueleto responde por pelo menos 99% do estoque corporal de cálcio e cerca de 45% da massa óssea do adulto se desenvolve durante a adolescência. Assim, a ingestão de cálcio, presente no leite, iogurte e queijos, é essencial para a formação de uma densidade óssea adequada.
Seguem algumas dicas de alimentação saudável para os adolescentes:
  • Adolescentes devem consumir uma quantidade de calorias adequadas às necessidades; privações ou excessos poderão comprometer o crescimento e o desenvolvimento.
  • Escolher alimentos com menos açúcar, sal e gorduras faz parte da educação alimentar.
  • Frutas e vegetais, cereais, leites e derivados, carne magra (ou ovos, peixe, frango, soja ou feijão) compõem uma alimentação saudável.
  • As frutas fornecem energia, fibras, minerais e vitaminas, podendo ser uma opção para lanches entre as refeições principais.
  • Alimentos ricos em ferro, como carne, peixe, verduras verde-escuro, grãos e castanhas devem ser consumidos com regularidade.
  • O leite é fonte de proteína e cálcio e deve fazer parte de uma alimentação balanceada.
  • Iogurte e queijo também podem ser opções de lanches entre as refeições, sobretudo aqueles com menor teor de açúcar/sal e gorduras.
  • Evitar alimentos e bebidas açucaradas entre as refeições ajuda na prevenção de excesso de peso e de cáries.
  • A ingestão regular de água também faz parte de um hábito de vida saudável.
  • Os hábitos alimentares dos pais servem de exemplos para os filhos. A alimentação da família tem que ser saudável e não apenas imposta a crianças e adolescentes
  • Para completar um estilo de vida saudável, a prática de atividade física regular é essencial.

FONTE SITE: ABESO

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

OBESIDADE X DOENÇAS

Pesquisadores descobriram que uma dieta com baixa ingestão de  gordura saturada e alta em gordura monoinsaturada -: como a dieta mediterrânea - diminui a inflamação associada a doenças relacionadas com a obesidade - como diabetes e aterosclerose - melhor do que as dietas ricas em gorduras saturadas ou globais de baixo teor de gordura.
Vários estudos recentes têm mostrado que a dieta mediterrânea pode ter efeitos positivos sobre a saúde e os riscos de doença, além da redução do risco de câncer de mama, bem como das chances de ter um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral. Outro estudo descobriu que o aumento do consumo de massas de grãos integrais pode reduzir os níveis de colesterol ruim, que também tem sido associados a determinadas doenças relacionadas com a obesidade.
A inflamação, que é indicada como a causa parcial de uma ampla variedade de condições médicas, é a reação natural do sistema imune contra a infecção. Elementos introduzidos no corpo, dieta ou outros processos internos do corpo pode ser confundido como estímulos inflamatórios e causar a reação.
"Isso tem sido reconhecido como uma das causas da obesidade - uma desordem caracterizada por elevada e anormal acumulação de gorduras no corpo - e uma dieta pouco saudável pode aumentar o risco de doenças crônicas metabólicas, tais como aterosclerose, diabetes tipo 2 e doença de Alzheimer, mas não em todo mundo ", disse o Dr. Lawrence Kien, para professor de pediatria e medicina na Universidade de Vermont, em um comunicado à imprensa.
Os pesquisadores começaram com as conclusões de um estudo de 2011, que mostrou que o ácido palmítico, gordura saturada mais prevalente na dieta, aumentou a produção da citocina inflamatória interleucina-1 beta. Kien afirma, com base nesse estudo, que os investigadores procuraram responder se há uma relação com as escolhas alimentares das pessoas.
Os pesquisadores estudaram adultos saudáveis, magros e obesos aleatoriamente, que foram convidados a seguir duas dietas experimentais durante três semanas, com uma semana de uma dieta de baixa gordura, durante um período de três semanas.
Uma dieta foi semelhante à dieta normal dos participantes, com elevada ingestão de ácido palmítico, enquanto a outro foi muito baixa em ácido palmítico e alta em ácido oleico, gordura monoinsaturada mais prevalente na dieta. Ao comparar os efeitos de cada um sobre os corpos dos participantes, os pesquisadores relataram que a dieta rica em ácido palmítico estimulou a liberação de citocinas, causando inflamação.
"Em última análise, gostaríamos de compreender como essas gorduras  se comportam na dieta - após a ingestão e quando armazenada no tecido adiposo, comoconseqüência de muitos meses de ingestão - e, assim, contribuir para a inflamação e para o risco de doença metabólica", afirmou o pesquisador. "Em outras palavras, a dieta habitual e, especialmente, o tipo de gordura ingerida, pode determinar, em parte, os riscos associados à obesidade."
O estudo está publicado no Journal of Nutritional Biochemistry.



Fonte: site abeso

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

TIPOS DE GORDURAS E SEUS BENEFÍCIOS

divulgado sobre o óleo de coco foi muito compartilhado e acessado, o que só demonstra a necessidade de todos de receberem informação séria e responsável, e achamos que a ABESO tem como importante missão sanar eventuais dúvidas.
A parte da ineficácia do óleo de coco para o emagrecimento gerou muito poucas dúvidas, até porque, de fato, não há qualquer base para tal afirmação. A parte dos óleos vegetais, porém, gerou um pouco mais de discussão.
Discorreremos brevemente sobre essa parte:
  1. As gorduras saturadas são encontradas em carnes, leite e seus derivados e desempenham importantes papéis dentro de nossas células e, portanto, seu consumo, em moderação faz parte de uma dieta saudável.
  2.  Os ácidos graxos saturados não são iguais em suas ações sobre o risco cardiovascular e alterações metabólicas. O ácido esteárico, presente no cacau, não influencia na concentração plasmática de colesterol. Já os ácidos láurico e mirístico, presentes em grande quantidade no coco, apresentam maior potencial de elevar a colesterolemia. Além disso, o ácido láurico é também presente no LPS (substância produzidas por algumas bactérias) e gera um processo inflamatório, que pode aumentar o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e doença cardiovascular. Isso já foi bem demonstrado em culturas de células humanas.
  3. Alguns ácidos graxos da série ômega 3 e ômega 6 são essenciais, ou seja não são  sintetizados no nosso organismo e, portanto, devem fazer parte de nossa dieta, sendo suas principais fontes, na dieta brasileira, óleos vegetais, como soja e canola. Diversos estudos clássicos da literatura evidenciaram que a substituição de parte da gordura saturada da dieta por essas gorduras poli-insaturadas é benéfica.
Uma recente metanálise (publicada há menos de 2 meses), com cerca de 59.000 pacientes, feita pela Biblioteca Cochrane, reafirmou que a substituição parcial de ácidos graxos saturados por poli-insaturados, por mais de 2 anos, reduziu em 27% os eventos cardiovasculares. Somente estudos considerados de alto grau de evidência (os randomizados e controlados) foram incluídos (15 no total), o que dá uma força imensa a essa conclusão. Nosso posicionamento está em consonância com os resultados deste estudo e é concordante com as diretrizes da Associação Americana de Diabetes e Associação Americana de Cardiologia.
Temos como compromisso o acompanhamento dos mais recentes achados da literatura (visto que a ciência é dinâmica), mantendo-nos atualizados e evitando desinformações, o que, infelizmente, é muito corriqueiro na internet nos dias atuais. A literatura médica é vasta e artigos com os mais diferentes resultados podem ser encontrados, mas devemos sempre nos basear no corpo maior de evidências e em estudos de alta qualidade e que foram replicados.
Para quem não é profissional da saúde, recomendamos ler (em inglês) esse texto do Walter Willett, de Harvard, considerado um dos maiores entendidos em nutrição epidemiológica do mundo:http://www.health.harvard.edu/staying-healthy/coconut-oil
Recomendamos também o texto “All about oils” da Academy of Nutrition and Dietetics (http://www.eatright.org/resource/food/planning-and-prep/cooking-tips-and-trends/all-about-oils)

Fonte: site abeso

sexta-feira, 17 de julho de 2015

FÉRIAS


Dra. Maria Edna de Melo*
Nos últimos anos as crianças e adolescentes estão se distanciando das brincadeiras. Inicialmente, foram os programas de TV, depois o videogame, o computador e hoje os smartphones e tablets agudizaram o problema. Estes pequenos aparelhos conectados a internet móvel fazem parte da rotina de muitas crianças e adolescentes, o que aumenta drasticamente o tempo de tela, um importante indicador de sedentarismo. Isso pode ser até mais prejudicial que simplesmente não praticar exercícios. Dessa forma, é importante limitar o tempo de tela a não mais que 2 horas por dia. E, por mais bonitinho que seja, crianças com menos de 2 anos de idade não devem ser expostas às telas. Tais recomendações desenvolvidas pela American Academy of Pediatrics visam uma melhor saúde geral, prevenindo doenças na infância e na vida adulta. 
No Brasil, em 2013 o tempo de tela médio foi estimado em 3,5 horas por dia! Mas, é bom lembrar que a disseminação dos smartphones e tablets ocorreu exatamente nestes últimos anos. Em outros países, como Inglaterra, Portugal e Estados Unidos, o tempo que as crianças ficam de frente para as telinhas também fica acima do recomendado.
O tempo de tela favorece o aumento da obesidade e, conseqüentemente o aparecimento das doenças relacionadas. Além do menor gasto energético, ficar paradinho olhando para a tela está associado a um maior consumo de alimentos calóricos e menor consumo de frutas, verduras e legumes. E estes são exatamente os hábitos de vida que não devemos ter.
É fundamental que os pais conversem com os filhos e expliquem a importância de se limitar o tempo de tela. Quem ama, cuida.
Algumas dicas para reduzir o tempo de tela das crianças e adolescentes:
  • O quarto é lugar para dormir: não deve ter TV nem computador – isso melhora o sono, além de reduzir o tempo de tela
  • Durante as refeições não usar celular e nem assistir TV
  • Fazer o controle do tempo de tela em conjunto com o filho, tentando não ultrapassar o limite de duas horas diárias
  • Proporcionar outras atividades, como escutar música, brincadeiras e jogos de tabuleiro, por exemplo
  • Os filhos tendem a imitar os pais, assim é importante que os próprios pais coloquem em prática as dicas acima, dando o exemplo.
*Dra. Maria Edna de Melo é diretora da Abeso, médica Assistente do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do HCFMUSP
Fonte: site Abeso

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Cálculo do IMC

Para você que deseja calcular o IMC mas não sabe como nem como classificá-lo, acesse este link a baixo, ele levará você para o site da ABESO ( associação Brasileira para o estudo de Obesidade e síndrome metabólica) lá você encontra dicas e informações importantes. 

Vale a pena conferir!!!!

http://www.abeso.org.br/atitude-saudavel/imc







segunda-feira, 18 de maio de 2015

10 COISA QUE VOCÊ PRECISA SABER


10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre o Fumo

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) mostram que 10% dos fumantes chegam a reduzir sua expectativa de vida em 20 anos.

A OMS estima que um terço da população mundial adulta seja fumante, ou seja, 1,2 bilhão de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres). Veja agora a lista de 10 coisas que você precisa saber sobre o fumo.
  1. O consumo de derivados do tabaco causa cerca de 50 tipos de doença, principalmente as cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). Estas doenças são as principais causas de óbitos por doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer.
  2. O tabagismo causa impotência sexual no homem e, no caso das mulheres, complicações na gravidez. Além disso, ele provoca aneurismas arteriais; úlcera do aparelho digestivo; infecções respiratórias; osteoporose; trombose vascular; problemas respiratórios e redução do desempenho desportivo.
  3. O hábito de fumar enfraquece o cabelo e faz secar a pele, reduz o paladar e o olfato. Além do envelhecimento precoce da pele, devido à falta de oxigenação, o tabaco também inibe a produção de colágeno e elastina, que impedem a flacidez. É comum nas mulheres que fumam surgirem precocemente imensas rugas em volta dos lábios.
  4. Os malefícios do fumo são maiores nas mulheres devido às peculiaridades próprias do sexo, como a gestação e o uso da pílula anticoncepcional. A mulher fumante tem um risco maior de infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce (em média 2 anos antes) e dismenorréia (sangramento irregular).
  5. Quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro geralmente em 9 segundos. O fumo causa no Sistema Nervoso Central, num primeiro momento, a elevação leve no humor e diminuição do apetite. O que parece ser prazeroso no começo, causa dependência e vício.
  6. O tabaco é prejudicial também para quem se encontra junto do fumante. Além do desconforto, o fumo causa doenças imediatas ou a longo prazo. O risco de doença cardíaca aumenta em 25% num adulto exposto ao fumo passivo.
  7. O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subsequente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool. Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos como, irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capaz de exercer a sua função), aumento do risco de ter aterosclerose e aumento do número de infecções respiratórias em crianças.
  8. A convivência com um fumante aumenta o risco de doenças cardíacas coronarianas em 25% a 30%. O tabagismo diminui o colesterol bom, mesmo nas pessoas jovens. Existem cada vez mais indícios de relação entre o tabagismo passivo e o derrame cerebral. Mesmo exposições pequenas podem ter consequências sobre a coagulação do sangue, favorecendo a ocorrência de trombose. As pessoas com doenças cardíacas podem sofrer arritmias, diante da exposição à fumaça do cigarro. O risco de infarto do miocárdio também aumenta.
  9. O tabagismo passivo é especialmente perigoso na gravidez, podendo prejudicar o crescimento do feto e aumentar o risco de complicações durante a gravidez e o parto, tais como a morte fetal, o parto prematuro e o baixo peso ao nascer. Os recém-nascidos e as crianças pequenas também são muito prejudicados. As crianças expostas à fumaça do cigarro têm maior risco de morte súbita, bronquite, pneumonia, asma, exacerbações da asma e infecções de ouvido.
  10. Ao parar de fumar, o risco de doenças diminui gradativamente e o organismo do ex-fumante se restabelece. Após 20 minutos do último cigarro, a pressão sanguínea diminui, as batidas cardíacas voltam ao normal e a pulsação cai. Após 8 horas sem cigarro, o nível de oxigênio no sangue pode chegar aos níveis de uma pessoa não-fumante. Após 24 horas, os pulmões já conseguem eliminar o muco e os resíduos da fumaça. Dois dias depois, é possível sentir melhor o cheiro e o gosto das coisas. O corpo já não possui nicotina e a transpiração deixa de cheirar a tabaco. Após duas semanas, melhora a circulação, tosse, congestão nasal, fadiga e falta de ar. Após um ano, o risco de doença cardíaca cai pela metade. Após 5 anos, o risco de ter câncer de pulmão também reduz 50%. Após 15 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.
Fonte: Site SBEM

sexta-feira, 8 de maio de 2015

DICAS DE RECEITAS SAUDÁVEIS

PARA TODOS QUE SE PREOCUPAM COM UMA BOA ALIMENTAÇÃO, SEGUE VARIAS RECEITAS QUE A ABESO SEPAROU PARA QUEM SE PREOCUPA EM MANTER A FORMA.

VALE A PENA CONFERIR!!!!!!

ACESSO O LINK A BAIXO

http://www.abeso.org.br/atitude-saudavel/receitas





FONTE: SITE ABESO